Análises

Um grande poder implica uma grande responsabilidade

Um grande poder implica uma grande responsabilidade

O poder tem um papel importante a desempenhar no mundo dos negócios, especialmente no contexto da liderança. Os líderes precisam de poder para obter resultados, mas também precisam de ser responsáveis pelos resultados desse poder e compreender o valor de capacitar os outros.

Em linhas gerais, o poder pode ser usado de duas formas, para o bem ou para o mal, e estamos todos familiarizados com os grandes exemplos de poder e liderança encontrados nos anais dos super-heróis.

Há lições a aprender de todos os grandes super-heróis. Quer o seu poder resida nos recursos, dinheiro e pessoas ou numa força excecional única para si; quer opere com abertura e honestidade com transparência que ganha a confiança e lealdade dos outros como Iron Man, ou seja mais como Batman, trabalhando nos bastidores, superando obstáculos enquanto permanece desconhecido, símbolo de uma crença ou objetivo partilhado.

Os super-heróis podem ter superpoderes intrínsecos como Superman, ou tê-los adquirido através de alguma infelicidade aparente como Spiderman, ou simplesmente usar as forças à sua disposição para alcançar um objetivo como Batman ou Iron Man; podem trabalhar juntos em equipas como os Avengers ou com parceiros como Batman e Robin. Mas são todos «bons», usando o seu poder para beneficiar os outros, nunca a si próprios, predominantemente através de padrões morais auto-impostos. A lição a retirar — qualquer pessoa pode ser líder se usar o poder que tem para liderar pelo exemplo.

Os problemas surgem quando alguém quer todo o poder para si mesmo, tornando-se não a forma de alcançar um objetivo mas o próprio objetivo, e assim nasce um supervilão. O supervilão usa as pessoas sem qualquer consideração por quem são e os seus pontos fortes potenciais são vistos apenas como um meio para atingir um fim pessoal; usa o seu poder ou recursos para manipular os outros a servirem as suas próprias agendas, culpando os outros por cada fracasso e acaparando todos os elogios por cada sucesso. A maioria de nós trabalhou com ou para «líderes» assim nas nossas carreiras.

Talvez nos negócios, a resposta resida mais em equipas de líderes, como os X-Men, todos com os seus próprios poderes únicos e uma pessoa cujo propósito é uni-los e ensinar-lhes a partilhar esse poder e a trazer para a frente a sua força especial quando a necessidade surge.

O poder em si não é nem bom nem mau; é a forma como é exercido por quem o detém que define o tom. Parte de ser um bom líder, e um bom super-herói, é a capacidade de trabalhar com os outros, partilhando poder e responsabilidade e inspirando os outros a acreditar em algo maior do que eles próprios. Quando exerce o seu poder, é um super-herói ou um supervilão?

*Publicado na revista Accountancy South Africa em setembro de 2014

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